quinta-feira, 12 de abril de 2012

Contador trabalha cada vez mais para o governo


O segmento contábil caminha à frente de outros países da América no que diz respeito a organização e ferramentas de pagamento



O ano de 2012 promete ser de mudanças dentro do setor de contabilidade. De acordo com Luiz Fernando Nóbrega, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRCSP) o segmento contábil caminha à frente do de outros países da América no que diz respeito a organização e ferramentas de pagamento, e o que falta para o setor deslanchar é a contra partida do governo federal no que diz respeito a carga tributária e simplificação dos trâmites legais.

Não há dúvida de que estamos entre os países mais avançados no setor de contabilidade. O que esperamos agora é que se desenvolva um processo mais fácil e menos burocrático, para que o contador tenha mais tempo para analisar separadamente cada ação, e agir melhor, afirmou o executivo.

De acordo com Nóbrega o papel do contador no Brasil está um pouco distorcido. Hoje o contador não trabalha para o cliente mas para o governo, disse ele, e continuou: Uma desburocratização por parte do governo eliminaria uma série de informações redundantes que são constantemente enviadas.

 A expectativa do executivo é de que este ano o setor cresça a cima do crescimento médio da economia—por volta de 5%— e o que puxará o segmento é a força do meio contábil, que se faz cada vez mais necessário. A profissão contábil adentra 2012 com uma expectativa ainda maior do que a de 2011. Estamos sendo cada vez mais reconhecidos pela sociedade com um papel de destaque no auxílio efetivo aos nossos clientes. As normas internacionais estão se consolidando tanto na área privada quanto na pública, diz.

 E com a desburocratização também será importante para valorizar o profissional da área. Quando o governo perceber que há uma necessidade de rever formas de tributação, nós mudaremos toda a cultura do segmento, assevera Nóbrega,e explica:Feito isso, o profissional irá escrever mais, pensar mais, e as tributações serão mais justas, e o crescimento será latente, teremos escritórios que contratarão ainda mais, universidades formarão ainda mais e empresas perceberão a necessidade de profissionalizar este setor, disse.

 De acordo com executivo um dos passos caminhados ano passado pelo mercado contabilista brasileiro, que resultará num cenário positivo para o setor, é o destaque do País na adequação de leis internacionais de tributação. O Brasil se tornou um dos líderes mundiais do processo de convergência das normas contábeis, no ano passado.

Exemplo disso, explicou Nóbrega, foi a criação de um grupo do setor que representa a América Latina, e dá voz ao Brasil e países vizinhos sobre o setor. Criamos ano passado o Grupo Latino-americano de Emissores de Normas de Información Financiera (Glenif), presidido por um brasileiro, Juarez Domingues Carneiro, que também é presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), dando voz efetiva aos países latinos dentro do International Accounting Standards Board (Iasb). Esta conquista permitirá uma transposição interna muito melhor para as normais internacionais, haja vista nossa interferência no processo de elaboração destas.

Nóbrega afirmou ainda que o encaminhamento desta postura internacional resultará em promoção do profissional e da sociedade com relação ao setor. Ele explica ainda que para este ano, as mudanças pleiteadas pelo CRC estão em âmbito nacional são as mesmas feitas há algum tempo. Nosso pleito acaba se tornando um clichê, mas esperamos uma redução e simplificação da carga tributária, além de uma desburocratização dos processos de constituição e licenciamento das empresas.

Isso se traduz, para nós, profissionais da contabilidade, em uma economia de tempo valiosa que nos permitirá atuar em áreas mais nobres para os nossos clientes, áreas estas que possam gerar um maior valor com nossos serviços, analisa.

Mudanças

O executivo explica que há uma movimentação conjunta entre associações, empresas e contadores para pressionar o governo e mudar a realidade tributária do Brasil. É uma ação conjunta com pressão por parte dos órgãos que representam o setor,além de empresas que buscam melhorias.

Um dos meios usados para isso, explica, é a Internet. Já derrubamos algumas barreiras, mas ainda há muito que conquistar nesse meio ainda, disse. Falamos de um futuro ainda mais promissor, de um setor que não cresce mais em razão de impasses do governo, então, percebemos cada vez mais a ciência do contador com relação a isso, e a busca por melhorias, disse.

Damos assistência a todos os setores da economia, crescemos junto com todos eles, afirmou Nóbrega, que acrescentou: Para crescermos acima da média, precisamos otimizar o trabalho do contador, precisamos que ele gaste mais tempo descrevendo, por escrito, a realidade de cada negócio,e assim a tributação será mais justa, afirmou.

 Solução requer paciência

Para driblar os problemas e manter o ritmo decrescimento a solução, de acordo com Nóbrega, está em um trabalho de formiguinha, em conjunto com todos os públicos. Não podemos esperar uma mudança brusca de última hora. Não funciona assim, disse.

O executivo afirma que o setor contábil no Brasil ainda pensa com uma cabeça às vezes antiquada com relação a tributação. Não é possível, muitas vezes, usar a mesma base de comparação para todos os impostos, há casos que precisam ser pensados e analisados separadamente.

A mudança, gradual, que já teve início, não tem prazo para ser resolvida, mas nem tudo está perdido. O mercado está otimista, o Brasil já tem voz ativa nos padrões mundiais do setor, e é uma questão de tempo para que as coisas se resolvam. Precisamos apenas manter o ritmo e o empenho, diz.

O cenário se mostra tão positivo que novas áreas começam a surgir dentro da contabilidade. Temos informações de novas categorias dentro da contabilidade, contratação de profissionais focados em análise, coisa que nunca existiu e abre um leque de opções para o emprego no setor.

A falta de mão de obra também é desafio no setor

Assim como em tecnologia da informação e construção civil, o segmento de contabilidade também tem enfrentado dificuldade quando o assunto é mão de obra especializada. De acordo com Luiz Fernando Nóbrega, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), o retorno do exame de suficiência e os novos cursos para contabilistas trarão ao mercado profissionais mais preparados para atuação.

Voltamos com o exame no ano passado e tivemos no primeiro exame —que é semelhante ao dado pela Ordem dos Advogados do Brasil —aprovação na casa dos 30%, no segundo teste o índice foi de 50% isso mostra que há uma melhora gradual no perfil do aluno que entra no mercado, diz.

Nóbrega disse ainda que o exame tem a função de forçar toda a cadeia do setor, e nivelá-la por cima. As universidades precisam se adequar a nova realidade do segmento,os alunos precisam saber que é necessário dedicação para poder exercer a profissão a empresa fica mais segura sobre quem está contratando, disse.

Ele afirma que a necessidade de mais mão de obra especializada acontece pelo crescimento acelerado do setor, que segue a cima do crescimento da economia. As empresas às vezes precisam contratar profissionais de outras áreas e depois tentar trazê-los para a contabilidade porque há poucos profissionais no mercado.

Nóbrega lembra que alunos de cursos de Administração,Direito e Comércio Exterior são alguns dos exemplos. Temos casos de estudantes que começam em outras áreas e depois passam para contabilidade por ser uma área em constante crescimento. Quem precisou ampliar o leque de opção de profissionais para crescer foi o sócio da Ardana & Netto, que passou a contratar profissionais de outras áreas e oferecer cursos de contabilidade.

Ano passado já esbarramos em muitas dificuldades para encontrar contadores de perfil mais jovem, ideal para o nosso foco de trabalho, disse. A solução encontrada, explica o executivo, foi contratar profissionais de áreas similares, como a de administração de empresas e ciências atuariais,e oferecer cursos técnicos no setor contábil.

Hoje a empresa conta com 30 funcionários, sete dos quais não são contadores.

Perfil

O perfil do contador brasileiro tem mudado muito nos últimos anos, a explicação, segundo Nóbrega está ligada diretamente aos jovens que chegaram ao mercado de trabalho e trazem novas idéias para dentro dos escritórios. Falamos agora de um publico mais jovem e mais antenado, mais atento às necessidades de mudanças e aos novos rumos do setor, diz.

E o perfil do aluno que vai para a universidade também é diferente. Falamos de uma classe que, muitas vezes, vai iniciar a faculdade já trabalhando no ramo, já em contato com a profissão. Isso, de acordo com ele, representa um perfil diferenciado, inclusive, para os cursos. De fato podemos pensar em cursos de contabilidade que sejam feitos em Ensino à Distância (EAD) porque falamos de alunos que já estão no mercado de trabalho, e encontram no EAD uma forma pratica e eficaz de conseguir uma graduação e se preparar ainda melhor para o mercado, disse Nóbrega.



Matéria publicada no Jornal Contábil:

http://jornalcontabil.com.br/v5/?p=1324

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PRIMEIRA POSTAGEM DE 2012

Olá Pessoal!

Desejo a todos um 2012 ESPETACULAR. Mas também sugiro:
  • Perspicácia;
  • Capacidade crítica;
  • Formação continuada;
  • Bom senso;
  • Alegria e energia redobradas; e,
  • Uma grande dosagem de espirituosidade.
 
Para começarmos este ano com o pé direito no tocante aos nossos pensares e fazeres contábeis (na área de negócios e na academia) escolhi postar para leitura, um artigo um tanto massudo, de autoria de ELENITO ELIAS DA COSTA, que se avaliado com boa vontade e atenção, é possível servir-nos de balizador para nossas ações neste ano, que muito promete às Pequenas e Médias Empresas nacionais, e, que a nós contadores (formados e em formação), remete-nos a uma reflexão profunda sobre nossos saberes, competências e fundamentalmente postura ética e profissional.

Boa leitura e reflexão:



RESULTADO POSITIVO DEPENDE DE SUA AÇÃO RACIONAL

Em face dos cenários econômicos existentes, seja nacional e internacional, é evidente que haja mudança radical nas micro e pequenas empresas, no tocante a gestão empresarial.

As oportunidades que se aproximam só hão de navegar em águas brandas e calmas que possam assegurar o retorno do investimento, com garantia e segurança plausível.

Os investidores que se aproximam desejam transparência, controle interno e garantia de um retorno sobre seus investimentos com garantia de sua viabilidade econômica.

Sabemos que o momento é altamente indicativo para as micro e pequenas empresas, mas sua gestão e seus resultados dependem exclusivamente da capacitação e qualificação dos integrantes dessa gestão empresarial.

A escolha do responsável pela CONTABILIDADE na constituição e na alimentação e mensuração dos fatos dos empreendimentos, no tocante a obediência aos preceitos legais, tributários, trabalhistas, previdenciários societários e ambientais, exigem um profissional com formação globalizada, sob pena de gerar resultados negativos.

Em consonância a atitude racional e lógica dos empreendedores, gestores, investidores ou similar, a escolha de um CONTADOR que tenha características que o legitimam, pode ser a fase inicial de uma empresa que possa ter um futuro promissor. É bem verdade que citada opção na é uma das mais fáceis, mas devemos observar que isso é condição primordial para o resultado positivo que se procura atingir. Citada opção deve se acercar de observações e indagações que possam lhe fornecer a segurança desejada, já que ambos, contador e empreendedor terão suas responsabilidades argüidas juridicamente quando cometimento de fatos lesivos, que possam resultar em erro, dolo ou inconsistência contábil.

O fator idoneidade e a existência de valores individuais associados à legalidade são fatores representativos de sua escolha, em seguida a busca de saber qual sua relação com a classe, sejam através de artigos escritos e publicados, livros editados, projetos elaborados ou em elaboração, sua formação educacional, e sua sapiência profissional e atualizada, pois sabemos que a maioria dos profissionais de contabilidade em exercício tendo em vista a adequação internacional da contabilidade e as inovações tributárias, padecem de capacitação e qualificação profissional.

Somente aqueles que vivenciam na área, lecionando, pesquisando, escrevendo artigos, ou editando livros, ou mesmo a frente de projetos que o notabilizem possuem o conhecimento necessário para o exercício da profissão.

Se as características citadas no parágrafo anterior forem negligenciadas na sua escolha ou opção, poderá comprometer o futuro promissor de seu empreendimento.

É recomendável a leitura dos meus artigos para os profissionais de contabilidade e principalmente para os executivos, gestores e empreendedores para que possam minorar o RISCO na escolha desejada.

Devemos lembrar que o investimento merece respeito na ação de sua aplicabilidade e qualquer ato díspare pode elevar os fatos negativos podendo inviabilizar economicamente o Capital.

Um dos primeiros atos do CONTADOR é executar um DIAGNÓSTICO EMPRESARIAL que através da aplicação do PES- Planejamento Estratégico Sustentável possa resultar na viabilidade econômica do empreendimento.

Uma simples perguntinha.
 
“O profissional que você escolheu tem essa competência?”

Caso sua resposta a essa pergunta for negativa, não se preocupe, pois o sistema econômico precisa ser alimentado mesmo com a existência de néscios perdedores.

Publicado em:
http://www.jornalcontabil.com.br/v2/Contabilidade-Artigos/1854.html

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ÚLTIMA POSTAGEM DE 2011

Ano que termina e eu querendo inovar. Ou seja, querendo concluir esse ano trazendo uma postagem diferente daquilo que de alguma forma fiz durante quase todo o ano. Em vez de matérias sisudas, densas, inerentes a área de negócios (contabilidade, economia, administração, etc.), sugiro a todos a leitura de um texto maravilhoso sobre o trabalho de Amy Winehouse, especialmente sobre o CD póstumo lançado recentemente ("Lioness"). No meu caso, tenho uma admiração especial sobre o trabalho dessa menina, precocemente "morta". Isso. Morta entre aspas, pois entendo que gênios tipo a Amy, jamais morrerão. Estaremos hoje e sempre por aqui a lembrarmos e nos deliciarmos com a maravilha da sua obra...
Minha postagem é um comentário sobre o "Lioness", publicado no BLOG REBUCETE, feito por meu filho, Lucas Oliveira Dantas (estudante de Comunicação na UESB), que me emocionou duplamente: Pela qualidade do texto, imensamente bem construído, onde ficam caracterizados aspectos claros de competência e emoção, sem pender para o passional barato; assim como, pela intensa satisfação em saber mais um pouco sobre o trabalho espetacular de genialidade dessa inglesinha fantástica.
Agora, sugiro apenas que curtam o texto de Lucas:


“Lioness” – Maravilhosa Amy

Por Lucas Oliveira Dantas

Da tragédia anunciada, à degradação crônica e, finalmente, à redenção musical. Como o álbum póstumo de Amy Winehouse é uma verdadeira honra àquilo que sempre deveria ter sido noticiado e celebrado: seu talento.

A morte de Amy Winehouse, em 23 de julho desse ano, veio repentina, ao passo que sem surpresas. Talvez uma das tragédias midiáticas mais perturbadoras, desde que cruzou oceanos com o single “Rehab”, em 2006 – que falava de sua relação íntima e conturbada com a depressão, bebida e drogas –, sua morte fora prevista e anunciada tantas vezes que o público em geral mal pôde evitar a confusão.

Parte do apelo de Winehouse se dava pelo humor e carisma com os quais ela tratava seus vícios, tanto que eles foram escrutinizados e massificados não apenas pela imprensa abutre, mas também pela indústria e seus próprios fãs. Por mais que se reconhecesse o imenso talento da britânica de voz rasgada e melancólica, não era raro se deparar com o dilema: “gostamos tanto de Amy por sua arte ou por seu jeito assumidamente alcoólico de ser?”

Eis que, obviamente, a controvérsia superou o que realmente importava, a música, e Amy Winehouse teve sua própria criação engolindo-a lenta e gradativamente: de promissora Diva Soul para “zumbi da reabilitação”. Não se noticiavam seus shows ou aparições, a não ser que estivesse tropeçando bêbada e/ou chapada por alguma droga. Algumas vezes era tão difícil de acreditar que alguém pudesse estar tão perdido diante de nossos olhos que cogitávamos a possibilidade da encenação, afinal, o Pop nos ensinou na segunda metade do século XX que é preciso nos chocar para que consumamos. Então, escolhemos o conforto da incredulidade, ao invés da indignação diante da degradação humana assistida, televisada, impressa e comercializada.

Se você não acredita em algo, você se sente livre da responsabilidade de compreendê-lo e, como somos regidos pela inércia, continuamos a assistir Winehouse se deteriorar, enquanto comprávamos seus álbuns, seus singles e, principalmente, ingressos para seus shows, afinal, a coitada pode morrer a qualquer momento e, por isso, é melhor assisti-la caindo pelas tabelas e estragando as notas das próprias canções, do que não vê-la nunca mais.

Enquanto alguns se embolavam no circo midiático, esperando o próximo vídeo de crack vazar na internet, outros se recolheram à espera daquilo que sempre importou: sua música. De “Back To Black”, seu segundo álbum lançado em 2006, para cá foram várias especulações, inclusive o esperado álbum de reggae; depois de períodos dentro-e-fora de clínicas de reabilitação, algumas performances meeiras (inclusive as no Brasil no primeiro semestre), estávamos sossegados com a ideia de que, talvez, Winehouse tivesse jeito e fosse viver longos anos conosco.

Tesouros Secretos
 
É exatamente por este motivo que “Lioness: Hidden Treasures”, seu álbum póstumo lançado no dia 2 deste mês, tem um interrupto sabor agridoce. Nunca fora necessário esforço (nem grande entendimento de inglês) para perceber que o humor contido nas canções de Amy encobriam espessas camadas de melancolia e certa dor. Se é válida a máxima sobre sorrir demais ser sinal de desespero, os mais sensíveis nunca deixaram de perguntar as razões pelas quais Amy sorria tanto. Talvez fosse por ser muito inglesa – ainda assim, que tipo de dor ela anestesiava com sorrisos, vodca e drogas?

Obviamente, “Lioness” não provê resposta alguma, pelo contrário, o álbum ratifica o mistério sobre a depressão e a subsequente falência de Winehouse. Produzido por Salaam Remi e Mark Ronson – principais produtores de “Frank” (2003) e “Back To Black” (2006), respectivamente – este não é de jeito algum o sucessor do maravilhoso álbum de 2006; uma compilação de gravações feitas antes do lançamento de seu debut, “Lioness” é uma genuína pérola pra quem sempre fora admirador da cantora Amy Winehouse.

Pela idade de suas faixas, o álbum não trás nenhuma inovação à sonoridade de Winehouse; sendo assim, é sempre possível pensar numa faixa equivalente: “Our Day Will Come” tem a pegada Ska de “Me And Mr. Jones” e “Just Friends”; “Between The Cheats” possui aquela sonoridade 1950’s bem explorada em todo o “Back To Black”. O que faz do “Lioness” um álbum emocionalmente poderoso é a sensação que Winehouse está despida e exposta em cada faixa. Talvez seja porque elas remetem ao fato de que não a temos mais presente – e se for este o único motivo, perdoem o emotivo crítico/fã – mas, quando nos deparamos com a lentidão e melancolia das versões originais de “Tears Dry On Their Own” e “Wake Up Alone” é difícil não se emocionar por tudo aquilo que Winehouse fora (é, pode ser uma questão de nostalgia). Sua versão para a clássica de Carole King, “Will You Still Love Me Tomorrow”, com suas cordas intermitentes e metais cinematográficos, é a dose perfeita de melodrama que alguém pode desejar; o dueto com Tony Bennett é sóbrio, mas não deve em emoção ao resto do álbum e a última faixa, “A Song For You” é uma esmagadora canção de adeus.

Claro que há momentos leves e humorosos como sua versão da nossa “A Garota de Ipanema”, a já conhecida gravação “Valerie” e a ultra sarcástica “Best Friends, Right?”; contudo, os tesouros secretos de “Lioness: Hidden Treasures” evidenciam a grande incógnita que era a persona de Winehouse: um gênio atormentado por demônios que nunca foram, nem serão, revelados, mas que eram generosamente exorcizados para nós em suas maravilhosas composições; um produto da nossa errática geração, incapaz de compreender a própria humanidade e, portanto, adormecendo-se.

Isso aqui é mais que uma mera crítica ao álbum. É a honesta e emocionada carta de amor e despedida de um admirador que tentou, desde o princípio, compreender a mulher por detrás do gênio; mas que, no fim, aceita de peito aberto aquilo que sempre fora disposto a nos dar: o talento da Maravilhosa Amy Winehouse.

Publicado originalmente no blog: REBUCETE




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Reflexão Para as Férias

É isso aí pessoal!

As férias chegando. Ocasião de festejar bastante. Mas, também oportunidade para refletir sobre questões da vida de um modo geral. 

Como contribuição/sugestão, indico boas leituras e quem sabe tentativas de produção de textos (observe que não disse bons textos - mas, textos). Afinal, no rumo em que o país se encontra, a qualificação é condição "sine qua non" para as coisas darem certo (principalmente conosco). E, uma das maneiras essenciais de nos qualificar é sem dúvida fazendo leituras e tentanto arrancar algo de produtivo de dentro de nós.

Daí, recebendo um e-mail do Professor Dirlei Bonfim da FAINOR (trata de um Artigo do Professor Stephen Kanitz), tive o "in site" de reproduzi-lo aqui com vistas a de certa forma contribuir com a sugestão antes realizada.

Vejam e depois, mentes e mãos às obras:


Como escrever um bom artigo

            Stephen Kanitz

Escrever um bom artigo é bem mais fácil do que a maioria das pessoas pensa. No meu caso, português foi sempre a minha pior matéria. Meu professor de português, o velho Sales, deve estar se revirando na cova.

Ele que dizia que eu jamais seria lido por alguém. Portanto, se você sente que nunca poderá escrever, não desanime, eu sentia a mesma coisa na sua idade.

Escrever bem pode ser um dom para poetas e literatos, mas a maioria de nós está apta para escrever um simples artigo, um resumo, uma redação tosca das próprias idéias, sem mexer com literatura nem com grandes emoções humanas. 

O segredo de um bom artigo não é talento, mas dedicação, persistência e manter-se ligado a algumas regras simples. Cada colunista tem os seus padrões. Eu vou detalhar alguns dos meus e espero que sejam úteis para você também.

1. Eu sempre escrevo tendo uma nítida imagem da pessoa para quem eu estou escrevendo. Na maioria dos meus artigos para a Veja, por exemplo, eu normalmente imagino alguém com 16 anos de idade ou um pai de família. 

Alguns escritores e jornalistas escrevem pensando nos seus chefes, outros escrevem pensando num outro colunista que querem superar, alguns escrevem sem pensar em alguém especificamente. 

A maioria escreve pensando em todo mundo, querendo explicar tudo a todos ao mesmo tempo, algo na minha opinião meio impossível. Ter uma imagem do leitor ajuda a lembrar que não dá para escrever para todos no mesmo artigo. Você vai ter que escolher o seu público alvo de cada vez, e escrever quantos artigos forem necessários para convencer todos os grupos.

O mundo está emburrecendo porque a TV em massa e os grandes jornais não conseguem mais explicar quase nada, justamente porque escrevem para todo mundo ao mesmo tempo. E aí, nenhum das centenas de grupos que compõem a sociedade brasileira entende direito o que está acontecendo no país, ou o que está sendo proposto pelo articulista. Os poucos que entendem não saem plenamente ou suficientemente convencidos para mudar alguma coisa.

2. Há muitos escritores que escrevem para afagar os seus próprios egos e mostrar para o público quão inteligentes são. Se você for jovem, você é presa fácil para este estilo, porque todo jovem quer se incluir na sociedade. 

Mas não o faça pela erudição, que é sempre conhecimento de segunda mão. Escreva as suas experiências únicas, as suas pesquisas bem sucedidas, ou os erros que já cometeu.

Querer se mostrar é sempre uma tentação, nem eu consigo resistir de vez em quando de citar um Rousseau ou Karl Marx. Mas, tendo uma nítida imagem para quem você está escrevendo, ajuda a manter o bom senso e a humildade. Querer se exibir nem fica bem. 

Resumindo, não caia nessa tentação, leitores odeiam ser chamados de burros. Leitores querem sair da leitura mais inteligentes do que antes, querem entender o que você quis dizer. Seu objetivo será deixar o seu leitor, no final da leitura, tão informado quanto você, pelo menos na questão apresentada.

Portanto, o objetivo de um artigo é convencer alguém de uma nova idéia, não convencer alguém da sua inteligência. Isto, o leitor irá decidir por si, dependendo de quão convincente você for.

3. Reescrevo cada artigo, em média, 40 vezes. Releio 40 vezes, seria a frase mais correta porque na maioria das vezes só mudo uma ou outra palavra, troco a ordem de um parágrafo ou elimino uma frase, processo que leva praticamente um mês. 

Ninguém tem coragem de cortar tudo o que tem de ser cortado numa única passada. Parece tudo tão perfeito, tudo tão essencial. Por isto, os cortes são feitos aos poucos. 

Depois tem a leitura para cuidar das vírgulas, do estilo, da concordância, das palavras repetidas e assim por diante. Para nós, pobres mortais, não dá para fazer tudo de uma vez só, como os literatos. 

Melhor partir para a especialização, fazendo uma tarefa BEM FEITA por vez. 

Pensando bem, meus artigos são mais esculpidos do que escritos. Quarenta vezes talvez seja desnecessário para quem for escrever numa revista menos abrangente. Vinte das minhas releituras são devido a Veja, com seu público heterogêneo onde não posso ofender ninguém. 

Por exemplo, escrevi um artigo "Em terra de cego quem tem um olho é rei". É uma análise sociológica do Brasil e tive de me preocupar com quem poderia se sentir ofendido com cada frase. 

O Presidente Lula, apesar do artigo não ter nada a ver com ele, poderia achar que é uma crítica pessoal? Ou um leitor achar que é uma indireta contra este governo? Devo então mudar o título ou quem lê o artigo inteiro percebe que o recado é totalmente outro?

Este é o tipo de problema que eu tenho, e espero que um dia você tenha também.

O meu primeiro rascunho é escrito quando tenho uma inspiração, que ocorre a qualquer momento lendo uma idéia num livro, uma frase boba no jornal ou uma declaração infeliz de um ministro. Às vezes, eu tenho um bom título e nada mais para começar. Inspiração significa que você tem um bom início, o meio e dois bons argumentos. O fechamento vem depois. 

Uma vez escrito o rascunho, ele fica de molho por algum tempo, uma semana, até um mês. O artigo tem de ficar de molho por algum tempo. Isso é muito importante. 

Escrever de véspera é escrever lixo na certa. Por isto, nossa imprensa vem piorando cada vez mais, e com a internet nem de véspera se escreve mais. Internet de conteúdo é uma ficção. A não ser que tenha sido escrito pelo próprio protagonista da notícia, não um intermediário.

A segunda leitura só vem uma semana ou um mês depois e é sempre uma surpresa. Tem frases que nem você mais entende, tem parágrafos ridículos, mas que pelo jeito foi você mesmo que escreveu. Tem frases ditas com ódio, que soam exageradas e infantis, coisa de adolescente frustrado com o mundo. A única solução é sair apagando.

O artigo vai melhorando aos poucos com cada releitura, com o acréscimo de novas idéias, ou melhores maneiras de descrever uma idéia já escrita.

Estas soluções e melhorias vão aparecendo no carro, no cinema ou na casa de um amigo. Por isto, os artigos andam comigo no meu Palm Top, para estarem sempre à disposição.

Normalmente, nas primeiras releituras tiro excessos de emoção. Para que taxar alguém de neoliberal, só para denegri-lo? Por que dar uma alfinetada extra? É abuso do seu poder, embora muitos colunistas fazem destas alfinetadas a sua razão de escrever.

Vão existir neoliberais moderados entre os seus leitores e por que torná-los inimigos à toa? Vá com calma com suas afirmações preconceituosas, seu espaço não é uma tribuna de difamação.

4. Isto leva à regra mais importante de todas: você normalmente quer convencer alguém que tem uma convicção contrária à sua. Se você quer mudar o mundo você terá que começar convencendo os conservadores a mudar.

Dezenas de jornalistas e colunistas desperdiçam as suas vidas e a de milhares de árvores, ao serem tão sectários e ideológicos que acabam sendo lidos somente pelos já convertidos. Não vão acabar nem mudando o bairro, somente semeando ódio e cizânia.

Quando detecto a ideologia de um jornalista eu deixo de ler a sua coluna de imediato. Afinal, quero alguém imparcial noticiando os fatos, não o militante de um partido. Se for para ler ideologia, prefiro ir direto na fonte, seja Karl Marx ou Milton Friedman. Pelo menos, eles sabiam o que estavam escrevendo.

É muito mais fácil escrever para a sua galera cativa, sabendo que você vai receber aplausos a cada "Fora Governo" e "Fora FMI". Mas resista à tentação, o mercado já está lotado deste tipo de escritor e jornalista. Economizaríamos milhares de árvores e tempo se graças a um artigo seu, o Governo ou o FMI mudassem de idéia. 

5. Cada idéia tem de ser repetida duas ou mais vezes. Na primeira vez você explica de um jeito, na segunda você explica de outro. Muitas vezes, eu tento encaixar ainda uma terceira versão.

Nem todo mundo entende na primeira investida, a maioria fica confusa. A segunda explicação é uma nova tentativa e serve de reforço e validação para quem já entendeu da primeira vez.

Informação é redundância. Você tem que dar mais informação do que o estritamente necessário. Eu odeio aqueles mapas de sítio de amigo que se você errar uma indicação você estará perdido para sempre. Imagine uma instrução tipo: "se você passar o posto de gasolina, volte, porque você ultrapassou o nosso sítio". 

Ou seja, repeti acima uma idéia mais ou menos quatro vezes, e mesmo assim muita gente ainda não vai saber o que quer dizer "redundância" e muitos nunca vão seguir este conselho.

Neste mesmo exemplo acima também misturei teoria e dois exemplos práticos. Teoria é que informação para ser transmitida precisa de alguma redundância, o posto de gasolina foi um exemplo. 

Não sei porque tanto intelectual teórico não consegue dar a nós, pobres mortais, um único exemplo do que ele está expondo. Eu me recuso a ler intelectual que só fica na teoria, suspeito sempre que ele vive numa redoma de vidro. 

6. Se você quer convencer alguém de alguma coisa, o melhor é deixá-lo chegar à conclusão sozinho, em vez de você impor a sua. Se ele chegar à mesma conclusão, você terá um aliado. Se você apresentar a sua conclusão, terá um desconfiado.

Então, o segredo é colocar os dados, formular a pergunta que o leitor deve responder, dar alguns argumentos importantes, e parar por aí. Se o leitor for esperto, ele fará o passo seguinte, chegará à terrível conclusão por si só, e se sentirá um gênio.

Se você fizer todo o trabalho sozinho, o gênio será você, mas você não mudará o mundo, e perderá os aliados que quer ter.

Num artigo sobre erros graves de um famoso Ministro, fiquei na dúvida se deveria sugerir que ele fosse preso e nos pagar pelo prejuízo de 20 bilhões que causou, uma acusação que poderia até gerar um processo na justiça por difamação. 

Por isto, deixei a última frase de fora. Mostrei o artigo a um amigo economista antes de publicá-lo, e qual não foi a minha surpresa quando ele disse indignado: "um ministro desses deveria ser preso". A última frase nem foi necessária.

Portanto, não menospreze o seu leitor. Você não estará escrevendo para perfeitos idiotas e seus leitores vão achar seus artigos estimulantes. Vão achar que você os fez pensar.

7. O sétimo truque não é meu, aprendi num curso de redação. O professor exigia que escrevêssemos um texto de quatro páginas. Feita a tarefa, pedia que tudo fosse reescrito em duas páginas sem perder conteúdo. 

Parecia impossível, mas normalmente conseguíamos. Têm frases mais curtas, têm formas mais econômicas, tem muita lingüiça para retirar.

Em dois meses aprendemos a ser mais concisos, diretos, e achar soluções mais curtas. Depois, éramos obrigados a reescrever tudo aquilo novamente em uma única página, agora sim perdendo parte do conteúdo. 

Protesto geral, toda frase era preciosa, não dava para tirar absolutamente nada. Mas isto nos obrigava a determinar o que de fato era essencial ao argumento, e o que não era.

Graças a esse treino, a maioria das pessoas me acha extremamente inteligente, o que lamentavelmente não sou, fui um aluno médio a vida inteira. O que o pessoal se impressiona é com a quantidade de informação relevante que consigo colocar numa única página de artigo, e isto minha gente não é inteligência, é treino. 

Portanto, mãos à obra. Boa sorte e mudem o mundo com suas pesquisas e observações fundamentadas, não com seus preconceitos.


Fonte:
Artigo recebido do Prof. Dirlei Bonfim

domingo, 27 de novembro de 2011

Quanta demora...

Olá Pessoal;

Desculpem a falta de respeito por ter ficado tanto tempo sem atualizar esse espacinho, onde me faço escrivinhador de vez em quando,assim como, tento trazer umas coisinhas que penso serem interessantes. Hoje, por se aproximar o final de ano e em nossa área tem gente aí se preparando para lançar o chapéu pra cima (solenidade de graduação), belo e festivo ato, portanto de uma alegria incomensurável, mas também de friozão na barriga, pois depois daquele momento, vem a tomada de consciência: 

"Ufa! Agora sou um profissional, minha concorrência é real". 

Ou seja, não é mais de faz de contas, decorrente do desejo de fazer-se ou apresentar-se melhor, nos aproveitamentos de disciplinas, apresentações acadêmicas, médias apuradas nas cadernetas, etc."

 A hora é de fazer diferente e melhor num mercado fortemente concorrido... E eu daqui, sugiro uma coisinha, que talvez ajude um pouco para uma melhor postura profissional, principalmente para quem vai iniciar um novo negócio, e, em nosso caso, quando, agora, profissionalmente, formos orientar nossos clientes.

Vejam a matéria abaixo:




10 erros que podem detonar o seu negócio antes mesmo de ele nascer



De acordo com a última pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), o Brasil tem a maior taxa empreendedora do G20 e dos Bric. Por outro lado, o país tem ainda um índice muito alto de falência entre os pequenos negócios. Nesse cenário, a estrutura macroeconômica e as dificuldades regionais podem, sim, ter uma boa parcela de culpa nos insucessos. Afinal, nosso ambiente não é dos mais propícios para quem quer fazer negócios:

·         impostos altos,
·         burocracia excessiva,
·         baixa qualificação dos profissionais etc.

[...]

Mas erros simples cometidos pelos empreendedores também podem ser fatais. Para ajudar os novos empresários, a empreendedora e consultora Ana Lúcia levantou os 10 principais erros cometidos na hora de abrir um negócio. Confira:
  1. Não fazer um plano de negócio ou fazer um muito complexo, difícil de explicar;
  2. Não entender o mercado onde vai atuar;
  3. Misturar as finanças da empresa com as pessoais;
  4. Pensar primeiro na estrutura, no escritório, na cadeira, no local e depois no modelo do negócio;
  5. Idealizar o negócio e não dividir com ninguém, perdendo a oportunidade de obter dicas importantes;
  6. Acreditar simplesmente que se o negócio não existe no Brasil é um negócio bom e você vai navegar tranquilamente no oceano azul;
  7. “Se achar” acima de qualquer coisa e não buscar capacitação para ser empreendedor;
  8. Fazer sociedade por amizade e não por competência;
  9. Entrar num mercado ou negócio porque acha que vai dar dinheiro, mas não gosta;
  10. Não selecionar bem os funcionários, preferindo uma equipe mediana.

Administradores.com.br -  10 de novembro de 2011, às 19h45min